| | Argentina e Chile | | ARGENTINA
Os primeiros seres humanos a chegar no atual território argentino parecem ter vindo pelo extremo sul da Patagônia, provenientes do que hoje é o Chile. Os povos primitivos argentinos se dividiram em dois grandes grupos: os caçadores e coletores, que habitavam a Patagônia, o Pampa e o Chaco; e os agricultores, instalados a noroeste, regiões próximas à Cordilheira dos Andes, as serras de Córdoba e, mais tarde, a Mesopotâmia argentina. A região era habitada por querandis, quíchuas, charruas e guaranis quando os Incas invadiram o território por volta de 100 anos antes da chegada dos exploradores europeus. Os primeiros chegaram à região com a expedição de Américo Vespúcio em 1502. Posteriormente, o navegador espanhol Juan Díaz de Solís, em busca de uma passagem para o Pacífico, descobriu o Rio da Prata em 1516. Mais tarde, Fernão de Magalhães percorreu a totalidade do litoral argentino e acredita-se que navios de sua expedição, desviados por um temporal, haveriam chegado às Ilhas Malvinas. Após a conquista do Peru, a Coroa entregou as terras da América do Sul em "Capitanias" concedidas aos patronos e logo depois seu interior também começou a ser explorado. Em 1609 foi fundada a primeira das trinta Missões jesuítas guaranis. Estas missões estabeleceram uma organização econômica e social distinta das colônias ao seu redor e dividiram a terra em duas partes (para exploração comunitária e familiar) e o excedente era comercializado pelas colônias do entorno (Plata, Tucumán, Brasil e até Alto Peru e Espanha) e proporcionava aos jesuítas capital para a expansão das missões e a manutenção de seus colégios e universidades, presentes até hoje em Córdoba. Seu nome procede do latim “argentum”, que significa prata. A origem de esta denominação se remonta às viagens dos primeiros conquistadores espanhóis no Rio da Prata.
Sua independência da Espanha somente foi declarada em Tucumán, em 9 de julho de 1816, por José de San Martín e ocorreu após uma revolução que derrubou o vice-rei espanhol, em 1810. Sua primeira Constituição foi proclamada em 1853, a qual ainda é vigente com pequenas modificações ocorridas em 1994. Desde a independência a Argentina passou por inúmeros conflitos internos com a sucessiva troca de poder entre conservadores, radicais, peronistas e revolucionários libertadores, disputas entre conservadores militares e liberais civis, implantação de ditaduras violentas e golpes freqüentes. A situação política começou a se estabilizar na década de 1980 com a implantação de um processo de reorganização nacional, iniciado por Jorge Rafael Videla, e o fim do governo militar (após a derrota na Guerra das Malvinas). Ainda nesta época deu-se início ao famoso movimento das Mães da Praça de Maio, as quais reivindicam, até hoje, o paradeiro de seus filhos desaparecidos durante a ditadura. Nos últimos anos, a Argentina foi abalada por uma forte crise financeira, onde declarou moratória e acabou com a paridade cambial. Apesar das taxas de crescimento econômico serem boas, os argentinos sentem até hoje os reflexos desta crise.
A argentina é hoje uma república federal presidencialista. Após a revisão de 1994, a Constituição da Argentina estabelece a separação dos poderes executivo, legislativo e judiciário, em nível nacional e provincial. O presidente e o vice-presidente são eleitos para mandatos de 4 anos, com apenas uma reeleição consecutiva permitida. O presidente é ao mesmo tempo o chefe de estado e o chefe de governo. É ele quem nomeia livremente os ministros e, em caso extremo, pode legislar por decreto. O parlamento da Argentina tem duas câmaras: o Senado com 72 lugares e a Câmara de Deputados com 257 membros. Desde 2001, os senadores são eleitos nas 23 províncias e na Capital Federal, cada qual com direito a 3 senadores, que cumprem mandatos de 6 anos. Um terço dos lugares do Senado vão a eleições de dois em dois anos. Os membros da Câmara de Deputados são eleitos para mandatos de 4 anos.
É o país da América Latina com o maior PIB per capita (no critério de paridade do poder de compra) e mais elevado IDH. Por sua extensão territorial, a Argentina é o segundo maior país em tamanho da América do Sul e o oitavo do mundo. Têm 36 milhões de habitantes, sendo que a maior parte vive na Grande Buenos Aires e Córdoba, suas maiores cidades. O clima geralmente é temperado sul. Existe também em algumas regiões os climas tropicais e subtropicais, áridos e frios.
Suas cidades são bonitas e mais seguras do que as nossas e contém um charme bem peculiar. Os argentinos são hospitaleiros, mas em Buenos Aires são um pouco menos cordiais. São fanáticos por futebol e também gostam de pólo, rugby e qualquer esporte no qual vença o Brasil. O trânsito lá é meio maluco, portanto, tome muito cuidado ao atravessar a rua. Criaram o tango e fazem um churrasco muito bom e não poderia deixar de mencionar as empanadas, os alfajores e o dulce de leche. A Argentina desfruta de lindas paisagens e de rica natureza. Em seu território encontramos a Cordilheira dos Andes, geleiras, parques nacionais e provinciais, sítios históricos, serras, praias (de areia grossa e água fria), lagos e rios. Com clima bem definido, apesar do efeito estufa, você pode desfrutar de um verão bem quente e de um bom inverno, exceto no sul e nas partes mais altas onde é frio o ano todo.
A Argentina lhe reserva algo que você só encontrará lá. Por isso convido a você a visitá-la e descobrir o que esta nação tem de mais rico.
CHILE
A História do Chile divide-se comumente em doze períodos históricos que cobrem o intervalo de tempo compreendido entre o começo do povoamento humano no atual território chileno até os dias atuais. O primeiro europeu a reconhecer o território chileno foi o português Fernão de Magalhães em 1º de Novembro de 1520, na sua tentativa de circunavegação do planeta sob as ordens de Carlos I, Rei da Espanha. Em um primeiro momento, Magalhães nomeou o local de Estreito de Todos os Santos, tendo posteriormente levado o seu nome. O primeiro explorador de grande parte do território chileno foi Diego de Almagro, sócio de Francisco Pizarro na conquista do Peru. Em 1540, Pedro de Valdivia levou a cabo uma segunda expedição, com a qual se iniciou o período da conquista. Torna solene a possessão do território, em nome do rei da Espanha e o nomeia Nueva Extremadura. Finalizada a etapa de Conquista, inicia-se um período que durará mais de dois séculos, durante os quais se ampliaria e consolidaria a dominação espanhola no território. O Reyno de Chile constituía administrativamente uma Capitania Geral com capital em Santiago.
A independência veio somente em 18 de setembro de 1810, quando se forma a Primeira Junta Nacional de Governo, tendo Mateo de Toro y Zambrano como presidente e dando início ao período denominado Pátria Velha e em pouco tempo se convocam e se elegem os membros do Primeiro Congresso Nacional. Mas a Espanha reconquistou o país em 1814 com as tropas do vice-rei do Peru. Os líderes independentes então fugiram para Mendoza, na Argentina. Liderados pelo General José de San Martin, ali foi formado o Exército dos Andes, do qual participava Bernardo O’Higgins, líder das milícias chilenas. Eles cruzaram a Cordilheira dos Andes e derrotaram as tropas reais em 12 de fevereiro de 1817, dando início à Pátria Nova. Bernardo O'Higgins foi nomeado Diretor Supremo e, em 12 de fevereiro de 1818, primeiro aniversário da Batalha de Chacabuco, declara formalmente a independência e a proclamação da república. Sob seu governo realizaram-se diversas obras de infra-estrutura mas depois de sua renúncia o país entrou em um longo período de instabilidade política. A primeira constituição veio em 1828 mas ocorrem diversas trocas de poder entre os revolucionários, conservadores e liberais e mais tarde entre república parlamentarista e presidencial, sem contar os governos radicais e o regime militar, do qual participou Augusto Pinochet. A nova Constituição Política da República do Chile entrou em vigor em 11 de março de 1981 e somente em 1987 o governo promulga a lei que permite a criação dos partido políticos e a lei eleitoral. O Chile é hoje uma República Democrática. Os poderes estão separados em executivo, legislativo e judiciário. O Presidente é o chefe do poder executivo e é eleito por um período de 4 anos ou mais anos, sem reeleição. No momento, pela primeira vez, é uma mulher que está na presidência, Michelle Bachelet. O Parlamento é composto pelo Senado e pela Câmara de Deputados. O Senado é composto 40 membros com mandatos de 08 anos, com direito a reeleição. Já a Câmara é composta por 120 membros com mandatos de 04 anos, também com direito a reeleição.
O país teve diversos ciclos de crescimento em sua história mas hoje é a economia mais próspera da América Latina. O Chile está dividido em 13 regiões e 51 províncias. Tem cerca de 15 milhões de habitantes e é o país menos povoado de todo o continente americano. O clima do Chile varia entre o subtropical no norte, passando pelo deserto de Atacama, por um vale fértil no centro (onde está Santiago) até um sul frio e úmido, coberto por florestas. Suas cidades são bonitas e mais seguras do que as nossas e contém um charme característico. Os chilenos são hospitaleiros e seu país possui uma variedade fascinante de paisagens. Em seu território encontramos a Cordilheira dos Andes, ilhas (a mais famosa é a de Páscoa), geleiras, fiordes, deserto, parques e reservas, sítios históricos, serras, praias, lagos e rios.
O Chile lhe reserva algo que você só encontrará lá. Por isso convido a você a visitá-lo e descobrir o que esta nação tem de mais rico.
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